Repensando a corrida pela velocidade na entrega de pacotes
O mercado de pacotes passou por uma transformação significativa, dividindo-se em duas estratégias opostas em relação à velocidade de entrega: a entrega no mesmo dia ou no dia segui
22 de julho de 2026, 16:25·Estados Unidos

O mercado de pacotes passou por uma transformação significativa nos últimos anos, dividindo-se em duas estratégias opostas em relação à velocidade de entrega: a entrega no mesmo dia ou no dia seguinte, geralmente a um preço premium, e a opção de envio mais lento, que pode levar de duas a três semanas, mas a um custo mais baixo. Essa dualidade reflete uma mudança nas preferências dos consumidores, que agora estão mais dispostos a escolher entre rapidez e economia, dependendo de suas necessidades e do tipo de produto adquirido.
Empresas como Amazon e Walmart continuam a liderar a corrida pela velocidade, oferecendo entregas no mesmo dia, mas essa agilidade vem acompanhada de um custo elevado. Por outro lado, marcas como Temu e Shein demonstraram que muitos consumidores estão dispostos a abrir mão da rapidez em troca de preços mais baixos. Essa mudança de paradigma levanta questões cruciais para os transportadores: a velocidade de entrega ainda é a prioridade máxima para os clientes ou existe uma fórmula mais eficaz a ser explorada?
O que se observa atualmente é um efeito de barra, onde duas estratégias de envio bem-sucedidas emergem, mas situam-se em extremos opostos de um espectro: a entrega ultra-rápida de um lado e a entrega lenta e constante do outro. Para que as empresas façam uma escolha informada entre esses dois caminhos, é fundamental entender as estratégias subjacentes, como elas se alinham com a segmentação de produtos e clientes, e como a velocidade de entrega — ou a falta deliberada dela — pode moldar o sucesso empresarial nos próximos anos. Por exemplo, a Amazon aumentou seus investimentos em entregas no mesmo e no dia seguinte em mais de 30% em 2025, além de se comprometer a investir US$ 4 bilhões para expandir essas opções para mais de 4.000 comunidades rurais até o final de 2026.
Por outro lado, muitos transportadores estão optando por atrasar as entregas, como três a cinco dias ou até mais para entregas terrestres, com o objetivo de reduzir custos e oferecer preços mais baixos aos clientes. A mudança na dinâmica do mercado de entrega de pacotes também é impulsionada pelo aumento dos custos logísticos, que cresceram cerca de 1% em comparação com os períodos pré-COVID. Em 2025, os custos continuaram a subir, conforme indicado pelo modelo Kearney Supply Chain Navigator, que mostrou um aumento global nos custos da cadeia de suprimentos. Essa nova realidade exige que as empresas reavaliem suas estratégias de entrega e considerem como equilibrar a velocidade com a eficiência de custos, a fim de atender às expectativas dos consumidores em um mercado cada vez mais competitivo.
Resumo baseado em notícia publicada originalmente por Supply Chain Quarterly.
Ler matéria original em Supply Chain Quarterly →#logística#Amazon#entrega de pacotes#estratégias de entrega#Walmart#Temu
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