USP propõe 17 alterações na tabela de fretes para redução de custos
A Universidade de São Paulo (USP) e o Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial (Esalq-Log) realizaram um estudo
27 de agosto de 2026, 14:11·Brasil

A Universidade de São Paulo (USP), em colaboração com o Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial (Esalq-Log), desenvolveu um estudo abrangente que sugere 17 mudanças significativas na tabela de fretes utilizada no Brasil. Este estudo surge em um contexto de crescente insatisfação entre os caminhoneiros e transportadoras em relação aos altos custos operacionais e à volatilidade dos preços de frete, que têm impactado a rentabilidade do setor de transporte rodoviário de cargas.
As propostas apresentadas pela USP visam não apenas a redução dos valores dos fretes, mas também a criação de um sistema mais justo e equilibrado para todos os envolvidos na cadeia de suprimentos. Entre as sugestões estão a revisão dos critérios que determinam os preços, a inclusão de novos parâmetros que considerem a distância, o tipo de carga e as condições das estradas, além de uma maior transparência nas negociações entre transportadores e contratantes.
O estudo destaca que a tabela atual, que foi instituída em 2018, não tem acompanhado as mudanças do mercado, como a variação dos preços dos combustíveis e os custos de manutenção dos veículos. Além disso, a pesquisa aponta que a falta de atualização e a rigidez da tabela têm contribuído para a informalidade e a competição desleal entre os transportadores, prejudicando aqueles que operam de forma legal e regulamentada.
Os pesquisadores da USP também enfatizam a importância de um diálogo contínuo entre os setores público e privado para que as mudanças propostas sejam implementadas de maneira eficaz. A criação de um comitê que envolva representantes de caminhoneiros, transportadoras e autoridades governamentais é uma das recomendações para garantir que as novas diretrizes sejam adequadas às necessidades reais do setor.
Com a implementação dessas mudanças, espera-se que haja uma melhoria significativa na rentabilidade dos transportadores e uma redução nos custos finais para os consumidores. A proposta também visa fomentar a sustentabilidade no setor, incentivando práticas mais eficientes e menos poluentes.
Os próximos passos incluem a apresentação das sugestões a órgãos reguladores e a realização de audiências públicas para discutir as alterações propostas. A expectativa é que, com a adesão das partes interessadas, as mudanças possam ser formalizadas e implementadas em um futuro próximo, trazendo alívio para um setor que tem enfrentado desafios constantes nos últimos anos.
Resumo baseado em notícia publicada originalmente por Blog do Caminhoneiro.
Ler matéria original em Blog do Caminhoneiro →#logística#transporte rodoviário#frete#Caminhoneiros#tabela de fretes
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