UPS: escassez de motoristas exige flexibilidade, caminhões maiores e caminhos de crescimento
A escassez de motoristas tem gerado pressão crescente sobre os operadores de transporte na Europa, e a UPS, uma das principais empresas do setor, está atenta a esse desafio.
16 de julho de 2026, 07:50·Internacional

A escassez de motoristas tem gerado pressão crescente sobre os operadores de transporte na Europa, e a UPS, uma das principais empresas do setor, está atenta a esse desafio. Em uma entrevista com Chelsea Allison, Vice-Presidente de Recursos Humanos da UPS para a Europa, Oriente Médio e África, a empresa compartilha como está respondendo a essa situação crítica. A UPS adota um modelo operacional diferenciado, baseado em um sistema de hub-and-spoke que otimiza a logística de entrega. Nesse modelo, veículos comerciais leves, referidos como "carros de pacotes", coletam volumes de diferentes origens e os levam para uma instalação de triagem local. A partir daí, o volume é consolidado em veículos pesados ou aviões de carga e transportado para o hub, onde é novamente classificado de acordo com o destino final.
Esse sistema oferece vantagens significativas, pois permite que os motoristas não realizem longas distâncias e possam retornar para casa à noite, o que torna a posição mais atraente para motoristas mais jovens. Atualmente, a média de idade dos motoristas da UPS está entre 42 e 48 anos, um pouco abaixo da média europeia de cerca de 50 anos. No entanto, a escassez de motoristas ainda representa um desafio, especialmente porque os motoristas de veículos pesados frequentemente trabalham à noite, o que pode não se alinhar com as preferências de estilo de vida dos motoristas mais jovens, que buscam jornadas de trabalho mais flexíveis.
Para enfrentar essa situação, a UPS está investindo em eficiência, desenvolvimento de carreira interna e na atração de mais mulheres para a força de trabalho. Uma das estratégias centrais para aumentar a eficiência é o uso de caminhões maiores e mais pesados, como os ecocombis, que reduzem a quantidade de caminhões e motoristas necessários em determinadas rotas. Além disso, esses veículos ajudam a diminuir o consumo de combustível e as emissões de CO₂, o que é um benefício adicional em um contexto de crescente preocupação com a sustentabilidade. Chelsea Allison destacou que, ao substituir três caminhões regulares por dois ecocombis, a UPS consegue não apenas otimizar a operação, mas também lidar melhor com a escassez de motoristas.
Atualmente, a UPS já utiliza essas combinações em países como Alemanha, nos países nórdicos e na Espanha, além de algumas rotas entre a Holanda e a Alemanha e entre a Alemanha e os países nórdicos. A aceitação mais ampla dos ecocombis em toda a Europa se mostra necessária para que os operadores possam enfrentar os desafios da escassez de motoristas e atender à demanda crescente por serviços de entrega de forma eficiente. Com essas iniciativas, a UPS não apenas busca mitigar os efeitos da escassez de motoristas, mas também se posiciona como uma empresa inovadora e adaptável em um mercado em constante mudança.
Resumo baseado em notícia publicada originalmente por IRU News.
Ler matéria original em IRU News →#Logística#Escassez de Motoristas#UPS#transporte#ecocombis
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