Sete em cada dez armazéns apresentam alto risco sanitário
Relatório revela falhas em qualidade, temperatura e gestão de cargas farmacêuticas nos recintos alfandegados
17 de julho de 2026, 14:45·Brasil

Um recente relatório divulgado pela Transporte Moderno aponta que 70% dos armazéns brasileiros enfrentam sérios problemas relacionados à qualidade, temperatura e gestão de cargas, especialmente no que diz respeito a produtos farmacêuticos armazenados em recintos alfandegados. Essa situação alarmante não apenas compromete a integridade dos produtos, mas também levanta questões críticas sobre a segurança e a eficácia dos medicamentos que chegam ao consumidor final. A pesquisa, que analisou diversas instalações em todo o país, revelou que muitos armazéns não seguem as normas adequadas de armazenamento, resultando em riscos elevados de contaminação e deterioração dos produtos.
O estudo identificou que a falta de controle rigoroso sobre a temperatura dos armazéns é uma das principais falhas. Produtos farmacêuticos, em particular, requerem condições específicas de armazenamento para garantir sua eficácia. No entanto, muitos armazéns não possuem sistemas de monitoramento adequados, o que pode levar a variações de temperatura que comprometem a qualidade dos medicamentos. Além disso, a gestão das cargas, que inclui a organização e a movimentação dos produtos dentro dos armazéns, também foi apontada como uma área crítica que necessita de melhorias significativas.
Outro ponto destacado no relatório é a necessidade de investimento em tecnologia e capacitação de pessoal. A automação dos processos logísticos e a implementação de sistemas de gestão de armazéns (WMS) são fundamentais para garantir que os produtos sejam armazenados e manuseados de forma segura. A falta de treinamento adequado para os funcionários que operam esses armazéns também contribui para os riscos identificados, uma vez que muitos não estão cientes das melhores práticas de armazenamento e manuseio de produtos sensíveis.
Diante desse cenário, especialistas do setor alertam para a urgência de ações corretivas. É essencial que as empresas que operam armazéns e centros de distribuição adotem medidas proativas para mitigar os riscos sanitários. Isso inclui a atualização das infraestruturas existentes, a adoção de tecnologias de monitoramento em tempo real e a realização de treinamentos regulares para os colaboradores. Além disso, a colaboração entre as autoridades sanitárias e as empresas do setor é crucial para estabelecer diretrizes claras e garantir a conformidade com as normas de segurança alimentar e farmacêutica.
A perspectiva futura para o setor de armazenagem é de que, com a crescente demanda por produtos farmacêuticos e a evolução das regulamentações, as empresas que não se adaptarem a essas exigências estarão em desvantagem competitiva. Assim, é imperativo que os gestores de logística e cadeia de suprimentos priorizem a segurança e a qualidade em suas operações, não apenas para atender às exigências legais, mas também para garantir a confiança dos consumidores e a integridade dos produtos que chegam ao mercado.
Resumo baseado em notícia publicada originalmente por Transporte Moderno.
Ler matéria original em Transporte Moderno →#Cadeia de Suprimentos#Armazenagem#produtos farmacêuticos#Segurança Alimentar
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