Revisão do EU ETS deve proteger a competitividade do transporte marítimo, afirma ECSA
European shipowners want the carbon tax simplified and its revenues used to close the cost gap between conventional and sustainable marine fuels.
15 de julho de 2026, 17:27·Reino Unido

A ECSA (European Community Shipowners' Associations) expressou preocupações sobre a revisão do sistema de comércio de emissões da União Europeia (EU ETS), que visa reduzir as emissões de carbono no setor marítimo. A associação defende que a implementação de um imposto sobre carbono deve ser simplificada e que os recursos gerados devem ser utilizados para mitigar o custo entre os combustíveis marítimos convencionais e os sustentáveis. Essa abordagem é vista como essencial para garantir que a competitividade do transporte marítimo europeu não seja comprometida em um cenário global cada vez mais desafiador.
O transporte marítimo é uma parte crucial da cadeia de suprimentos global, responsável por cerca de 90% do comércio mundial. Com a crescente pressão para a descarbonização, os armadores europeus estão preocupados com as implicações financeiras que a nova regulamentação pode trazer. A ECSA argumenta que, sem um apoio adequado, a transição para combustíveis mais limpos poderia resultar em custos adicionais que afetariam a competitividade das empresas de navegação europeias em relação a seus concorrentes internacionais.
Os armadores pedem que os fundos arrecadados com o imposto sobre carbono sejam direcionados para subsidiar a adoção de tecnologias mais limpas e combustíveis alternativos, como o hidrogênio verde e o biocombustível. Essa estratégia não apenas ajudaria a equilibrar os custos, mas também incentivaria a inovação e a pesquisa no setor, promovendo uma transição mais rápida e eficiente para uma economia de baixo carbono.
Além disso, a ECSA destaca a importância de uma abordagem harmonizada em toda a Europa, a fim de evitar que as empresas de navegação europeias enfrentem desvantagens competitivas em relação a armadores de regiões onde as regulamentações ambientais são menos rigorosas. A associação enfatiza que, para que a indústria marítima possa prosperar e se adaptar às novas exigências ambientais, é fundamental que haja um suporte robusto e estratégico por parte dos governos e da União Europeia.
O debate sobre a revisão do EU ETS está em andamento, e as partes interessadas, incluindo armadores, reguladores e ambientalistas, estão sendo consultadas para encontrar um equilíbrio entre a proteção ambiental e a viabilidade econômica do setor. A ECSA continuará a defender a necessidade de um sistema que não apenas promova a sustentabilidade, mas também assegure a competitividade da indústria marítima europeia no cenário global.
Resumo baseado em notícia publicada originalmente por Seatrade Maritime.
Ler matéria original em Seatrade Maritime →#Transporte Marítimo#sustentabilidade#ECSA#EU ETS#combustíveis sustentáveis
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