Pesquisa: Organizações estão lentas para equilibrar eficiência de custos com resiliência na cadeia de suprimentos
A pesquisa do ISM e Amazon Business revela que a maioria das organizações ainda não está preparada para gerenciar interrupções na cadeia de suprimentos.
21 de julho de 2026, 20:30·Estados Unidos

A pesquisa realizada pelo Institute for Supply Management (ISM) em parceria com a Amazon Business revela que, embora as organizações estejam tentando equilibrar a eficiência de custos com a resiliência da cadeia de suprimentos, a maioria ainda não está preparada para gerenciar as interrupções contínuas que afetam o setor. Dos 425 profissionais de cadeia de suprimentos entrevistados, 71% afirmam que o equilíbrio entre custo e risco agora é um fator determinante nas estratégias de compras, mas apenas 45% se sentem preparados para lidar com as interrupções na cadeia. Além disso, 65% ainda dependem de relatórios manuais para coletar dados da cadeia de suprimentos, evidenciando uma lacuna crescente entre estratégia e execução.
A pesquisa destaca que as organizações enfrentam uma volatilidade geopolítica, econômica e operacional contínua, o que torna a resiliência um aspecto crítico a ser considerado. Debbie Fogel-Monnissen, CEO interina do ISM, enfatiza que as organizações estão operando em um ambiente onde a interrupção se tornou uma realidade constante, e não uma exceção. Embora os líderes reconheçam a necessidade de equilibrar custos com resiliência, muitos ainda estão em processo de desenvolvimento das capacidades necessárias para agir de acordo com essa percepção. Fechar essa lacuna é essencial para proteger o desempenho e garantir a continuidade dos negócios.
Um dos fatores que contribui para essa lacuna é a adoção desigual de tecnologias de compras e práticas de avaliação de riscos. Embora a maioria das organizações utilize plataformas de e-procurement (58%) e portais de fornecedores (51%), ferramentas mais avançadas, como análise preditiva e monitoramento de riscos, ainda são menos implementadas. Por exemplo, 64% das organizações utilizam análise de impacto nos negócios, enquanto menos relatam o uso de métodos mais avançados, como matrizes de risco (49%) e planejamento de cenários (46%), o que destaca as lacunas na maturidade das capacidades.
Para enfrentar esses desafios, a pesquisa sugere um modelo operacional emergente para a cadeia de suprimentos, centrado na tomada de decisões ajustadas ao risco. As organizações estão se movendo em direção a uma abordagem mais ampla, que considera o “custo total de propriedade”, incorporando desempenho de serviço, eficiência de processos e exposição a interrupções, além do preço. Esse modelo é apoiado por quatro práticas-chave: diversificação das fontes de suprimento, melhoria da visibilidade nas redes de suprimento, aceleração dos ciclos de tomada de decisão e expansão das capacidades de planejamento de cenários. Essas práticas visam não apenas aumentar a resiliência das cadeias de suprimentos, mas também otimizar os custos e melhorar a competitividade no mercado.
Resumo baseado em notícia publicada originalmente por DC Velocity.
Ler matéria original em DC Velocity →#Cadeia de Suprimentos#Resiliência#Eficiência de Custos#Tecnologia de Compras#Análise de Risco
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