Pesquisa: organizações avançam lentamente na combinação de eficiência de custos com resiliência da cadeia de suprimentos
Enquanto organizações se movem em direção ao equilíbrio entre eficiência de custos e resiliência da cadeia de suprimentos, muitas permanecem despreparadas para interrupções.
15 de julho de 2026, 18:49·Estados Unidos

Uma nova pesquisa realizada pelo Institute for Supply Management (ISM) em parceria com a Amazon Business revela que, embora as organizações estejam se movendo em direção a um equilíbrio entre eficiência de custos e resiliência na cadeia de suprimentos, a maioria ainda não está preparada para gerenciar as interrupções contínuas que afetam o setor. De acordo com o estudo, que entrevistou 425 profissionais globais da cadeia de suprimentos, 71% das organizações afirmam que o equilíbrio entre custo e risco agora orienta suas estratégias de compras, mas apenas 45% se sentem prontas para lidar com interrupções na cadeia de suprimentos. Além disso, 65% dos entrevistados ainda dependem de relatórios manuais para coletar dados sobre a cadeia de suprimentos, evidenciando uma lacuna crescente entre estratégia e execução.
Os resultados da pesquisa destacam um desafio estratégico que as organizações enfrentam em um ambiente caracterizado por volatilidade geopolítica, econômica e operacional. Debbie Fogel-Monnissen, CEO interina do ISM, enfatiza que as organizações estão operando em um cenário onde a interrupção não é mais uma exceção, mas uma realidade contínua. Embora os líderes reconheçam a necessidade de equilibrar custo e resiliência, muitos ainda estão em processo de construção das capacidades necessárias para agir com base nesse entendimento. Fechar essa lacuna é crucial para proteger o desempenho e garantir a continuidade das operações.
Um dos fatores que contribui para essa lacuna é a adoção desigual de tecnologias de compras e práticas de avaliação de riscos. A pesquisa revelou que, embora a maioria das organizações utilize plataformas de e-procurement (58%) e portais de fornecedores (51%), ferramentas mais avançadas, como análises preditivas e monitoramento de riscos, ainda são menos implementadas. Por exemplo, 64% das organizações utilizam análise de impacto nos negócios, enquanto menos reportam o uso de métodos mais avançados, como matrizes de risco (49%) e planejamento de cenários (46%), o que evidencia deficiências na maturidade das capacidades operacionais.
Para enfrentar esse desafio, a pesquisa aponta para um modelo operacional emergente na cadeia de suprimentos, centrado na tomada de decisões ajustadas ao risco. As organizações estão se movendo em direção a uma abordagem mais ampla de “custo total de propriedade”, que incorpora desempenho de serviço, eficiência de processo e exposição a interrupções, além do preço. Esse modelo é apoiado por quatro práticas-chave: diversificação das fontes de suprimento, melhoria da visibilidade nas redes de suprimento, aceleração dos ciclos de tomada de decisão e expansão das capacidades de planejamento de cenários. Essa mudança de paradigma é essencial para que as empresas possam não apenas sobreviver, mas prosperar em um ambiente de negócios cada vez mais desafiador.
Resumo baseado em notícia publicada originalmente por Supply Chain Quarterly.
Ler matéria original em Supply Chain Quarterly →#Cadeia de Suprimentos#Resiliência#Gestão de Risco#Eficiência de Custos#Tecnologia de Compras
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