Os dados são a coisa mais valiosa no seu centro de distribuição?
A gestão de inventário em armazéns evoluiu, agora focando na importância dos dados gerados, essenciais para a inteligência artificial.
20 de julho de 2026, 13:00·Estados Unidos

Nos últimos anos, a gestão de inventário em armazéns passou por uma transformação significativa. Há cinco anos, um gerente de armazém provavelmente falaria sobre a frequência das contagens cíclicas e os equipamentos utilizados, como pranchetas e canetas ou pistolas de leitura. No entanto, em 2026, a gestão de inventário não se resume apenas a gerenciar unidades de manutenção de estoque (SKUs); agora, é essencial cuidar dos dados gerados a partir de cada contagem. Esses dados são fundamentais para alimentar motores analíticos de inteligência artificial (IA), e as empresas estão em busca de retornos sobre seus investimentos em IA.
Apesar do objetivo comum de produzir dados de inventário limpos, a velocidade e o volume de mercadorias que fluem pelas cadeias de suprimentos criam oportunidades para erros e para que os dados se tornem desatualizados. As empresas utilizam uma variedade de tecnologias para rastrear produtos, incluindo estações de escaneamento de código de barras fixas, drones, robôs autônomos, escâneres móveis de código de barras ou identificação por radiofrequência (RFID) e câmeras de visão computacional. No entanto, ainda existem chances de erros, como quando um motorista perde o controle dos códigos de barras que está escaneando ou quando um trabalhador que está fazendo uma contagem em um computador móvel digita números incorretos.
Wes Coleman, principal especialista da Zebra Technologies Corp. em armazéns, destaca que o controle e o alinhamento desses dados são temas primordiais. A capacidade de orquestrar esses dados se torna cada vez mais importante, especialmente à medida que o número de entradas cresce. As contagens podem ocorrer em diferentes pontos do fluxo de mercadorias, começando com o envio pelo fornecedor, passando pelo recebimento e armazenamento, e finalmente a cada vez que um item é retirado, embalado ou enviado. Em cada um desses pontos, podem surgir discrepâncias, como um trabalhador afirmando que o inventário não estava disponível ou que precisavam de seis itens, mas apenas quatro estavam disponíveis, ou ainda que o item retirado estava incorreto, alterando a contagem de inventário de dois SKUs.
A combinação de todas essas entradas para chegar a um total preciso pode ser extremamente desafiadora. A Zebra Technologies considera que a computação em nuvem é uma ferramenta importante nesse processo, pois oferece uma maneira de coletar dados em diferentes momentos e de várias fontes. Com o aumento da complexidade e da quantidade de dados, a integração e a precisão se tornam cruciais para a eficiência operacional dos centros de distribuição. As empresas que conseguirem dominar essa orquestração de dados estarão melhor posicionadas para atender à demanda do mercado e otimizar suas operações logísticas.
Resumo baseado em notícia publicada originalmente por DC Velocity.
Ler matéria original em DC Velocity →#Tecnologia Logística#Inteligência Artificial#Armazéns#dados#gestão de inventário
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