Organização Marítima Internacional exige liberação de mais de 90 marujos sequestrados por piratas
A Organização Marítima Internacional exige a liberação de mais de 90 marujos sequestrados por piratas, alertando sobre o ressurgimento da pirataria no Golfo de Aden.
26 de agosto de 2026, 12:28·Bélgica

A Organização Marítima Internacional (OMI) está exigindo a liberação imediata de mais de 90 marujos que estão sendo mantidos reféns por piratas. O apelo foi feito pelo Secretário-Geral Arsenio Dominguez, que alertou sobre um ressurgimento da pirataria no Golfo de Aden e em águas circunvizinhas. A situação se agravou após o sequestro do navio ‘Seamull’ em 20 de agosto, um incidente que reacendeu as preocupações sobre a segurança marítima na região, que já foi notoriamente afetada pela pirataria no passado.
O Golfo de Aden, uma das rotas marítimas mais movimentadas do mundo, é crucial para o comércio global, conectando o Mar Vermelho ao Oceano Índico. A pirataria nesta área não é um fenômeno novo, mas a OMI observa que as condições atuais podem estar facilitando o retorno de práticas criminosas que haviam diminuído nos últimos anos. A organização está em diálogo com os governos e autoridades marítimas para intensificar a segurança e prevenir novos ataques.
Dominguez destacou que a proteção dos marujos é uma prioridade e que a comunidade internacional deve unir esforços para combater a pirataria. Ele enfatizou que a segurança no mar não é apenas uma questão de proteção dos navios e suas cargas, mas também um imperativo humanitário, dado o risco à vida dos seafarers envolvidos. A OMI está promovendo a implementação de medidas de segurança mais rigorosas e a cooperação entre as nações para garantir a segurança nas rotas marítimas.
Os detalhes sobre o sequestro do ‘Seamull’ ainda estão sendo investigados, mas a OMI está pedindo que os armadores e operadores de navios aumentem a vigilância e adotem práticas de navegação seguras. A organização também está incentivando o uso de tecnologias avançadas para monitorar e responder a ameaças em tempo real, como sistemas de rastreamento e comunicação.
Com a crescente inquietação sobre a pirataria, a OMI está considerando a realização de conferências internacionais para discutir estratégias de segurança marítima e a proteção dos trabalhadores do mar. A situação atual pode levar a um aumento nas operações de patrulha na região, além de um reforço nas colaborações com a Marinha de países vizinhos para garantir a segurança das rotas comerciais. A OMI espera que a pressão internacional leve à liberação rápida dos marujos e à restauração da segurança no Golfo de Aden.
Resumo baseado em notícia publicada originalmente por Flows.
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