O colapso da Malha Sul: desafios e resistência do Rio Grande do Sul
O colapso da Malha Sul ferroviária é resultado de uma década de abandono e embates políticos no Rio Grande do Sul.
30 de julho de 2026, 16:56·Brasil

Nos últimos dez anos, a Malha Sul ferroviária tem enfrentado um processo de sucateamento e abandono, conforme denunciado pela Revista Modal. A infraestrutura, sob a gestão da Rumo Logística, sofreu com a paralisação de trechos e um histórico de negligência que culminou em uma perda significativa de competitividade na região. Recentemente, a situação se agravou devido a desastres climáticos que destruíram mais de 1.140 quilômetros de trilhos no Rio Grande do Sul. Com o término do contrato de concessão previsto para fevereiro de 2027, as discussões sobre a transição regulatória da malha se intensificaram, especialmente entre 2025 e 2026, quando a Revista Modal se tornou um importante termômetro das audiências públicas e debates sobre o futuro da ferrovia.
Em julho de 2026, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apresentou uma proposta de modelagem que divide a malha em três blocos independentes. Essa proposta gerou forte reação entre as lideranças do Rio Grande do Sul, que temem que a segmentação fragilize a economia da região e isole polos produtivos essenciais. O governador Eduardo Leite, em conjunto com outros governadores do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (CODESUL), se opôs firmemente à ideia de fatiar a malha, argumentando que a divisão comprometeria a operação integrada necessária para o transporte de cargas.
A gestão de Leite apresentou um contraponto técnico à modelagem da ANTT, ressaltando que a concessão deve ser realizada como um bloco único para garantir a viabilidade econômica do transporte ferroviário. Além disso, o governo gaúcho solicitou formalmente o adiamento do leilão da concessão, enfatizando a importância de uma abordagem que mantenha a integridade da malha ferroviária. Essa resistência reflete um movimento mais amplo em defesa da infraestrutura ferroviária no Brasil, que é crucial para o desenvolvimento econômico e a eficiência logística, especialmente em um cenário onde o transporte de cargas é vital para a competitividade regional.
A situação da Malha Sul é emblemática dos desafios enfrentados pelo setor ferroviário brasileiro, que luta contra a falta de investimentos e a necessidade de modernização. O futuro da malha e a resposta do governo federal às demandas regionais serão fundamentais para determinar não apenas a saúde da economia do Rio Grande do Sul, mas também a eficácia do transporte ferroviário no Brasil como um todo. Com a pressão crescente por soluções que integrem e revitalizem a infraestrutura, o cenário se torna cada vez mais crítico, exigindo atenção e ação imediata por parte dos gestores públicos e privados envolvidos.
Resumo baseado em notícia publicada originalmente por Revista Modal.
Ler matéria original em Revista Modal →#ferrovias#ANTT#CODESUL#Malha Sul#Rumo Logística#Eduardo Leite
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