Mais de 160 mil encomendas barradas no Brasil retornam ao exterior via Viracopos
Crescimento das compras em marketplaces asiáticos impulsiona operações de logística reversa para remessas recusadas pela alfândega brasileira
10 de julho de 2026, 17:15·Brasil

Nos últimos meses, o Brasil enfrentou um aumento significativo no volume de encomendas provenientes de marketplaces asiáticos, resultando em um desafio logístico considerável: a logística reversa de remessas que foram recusadas pela alfândega. Estima-se que mais de 160 mil encomendas tenham sido barradas e, em um esforço para otimizar o processo, a logística reversa tem sido realizada principalmente pelo Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, São Paulo.
O crescimento das compras online, especialmente em plataformas asiáticas, levou a um aumento exponencial no número de pacotes que chegam ao Brasil. Entretanto, muitos desses envios não cumprem as exigências da Receita Federal, seja por questões de documentação, valor declarado ou restrições de importação. Como resultado, as mercadorias que não são liberadas pela alfândega precisam ser devolvidas ao país de origem, gerando um fluxo significativo de logística reversa.
Viracopos, um dos principais aeroportos de carga do Brasil, tem se tornado um hub central para a movimentação dessas encomendas. A operação de retorno é complexa e envolve uma série de etapas logísticas, desde a identificação das encomendas barradas até a coordenação com as transportadoras para o envio de volta ao exterior. A eficiência nesse processo é crucial, uma vez que os custos associados à armazenagem e ao retorno das mercadorias podem impactar diretamente tanto os consumidores quanto os vendedores.
Os operadores logísticos têm investido em tecnologia para aprimorar o rastreamento e a gestão das encomendas, buscando reduzir o tempo de permanência das mercadorias em solo brasileiro. A implementação de sistemas de gestão de armazéns (WMS) e de transporte (TMS) tem sido uma estratégia adotada para otimizar a logística reversa, garantindo que as encomendas sejam processadas rapidamente e enviadas de volta ao exterior sem atrasos significativos.
Além disso, essa situação levanta discussões sobre a necessidade de uma regulamentação mais clara e eficiente para o comércio eletrônico internacional. A falta de diretrizes específicas pode resultar em incertezas tanto para os consumidores quanto para os vendedores, o que pode, por sua vez, afetar o volume de importações e a confiança nas compras online.
Com a previsão de que o comércio eletrônico continue a crescer, especialmente em tempos de digitalização acelerada, é essencial que as empresas de logística se adaptem e inovem para lidar com os desafios da logística reversa. O caso de Viracopos pode servir como um modelo para outros aeroportos e terminais que enfrentam situações semelhantes, destacando a importância de uma infraestrutura logística robusta e de parcerias eficazes entre os setores público e privado.
Resumo baseado em notícia publicada originalmente por Transporte Moderno.
Ler matéria original em Transporte Moderno →#Viracopos#alfândega#Logística Reversa#compras online#marketplaces asiáticos
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