Impacto das eleições de meio de mandato nas empresas de logística de terceiros
Provedores de logística de terceiros (3PL) estão atentos às eleições de meio de mandato nos EUA, que podem impactar o clima de negócios e políticas logísticas.
30 de outubro de 2026, 16:30·Estados Unidos

As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para o dia 3 de novembro, estão gerando grande expectativa entre os provedores de logística de terceiros (3PL). Segundo uma análise da empresa de pesquisa de mercado Armstrong & Associates, os resultados dessas eleições podem influenciar significativamente o clima de negócios no país nos próximos dois anos, especialmente em relação a políticas que afetam custos e demanda no setor de logística. Embora as políticas logísticas não estejam diretamente nas cédulas de votação, decisões cruciais relacionadas a tarifas, política comercial, financiamento de infraestrutura e oferta de mão de obra para motoristas estão em jogo.
A pesquisa indica que, se o mesmo partido controlar tanto o Congresso quanto a Casa Branca, as empresas poderão esperar a continuidade das políticas comerciais e regulatórias atuais. Isso pode aumentar as chances de aprovação de um novo projeto de lei de infraestrutura e reformas na responsabilidade dos corretores de frete. Por outro lado, se as eleições resultarem em um governo dividido, as empresas deverão enfrentar mais supervisão sobre tarifas e regras da FMCSA, menos novas leis e uma maior probabilidade de uma nova extensão temporária da legislação de infraestrutura. Independentemente do resultado, a Armstrong & Associates prevê que as tarifas continuarão a ser uma decisão executiva, o que implica que os 3PLs devem se preparar para uma volatilidade comercial contínua em 2027, mantendo seus contratos flexíveis.
A análise detalha os possíveis impactos das eleições em quatro tópicos principais. O primeiro é sobre tarifas. Após a Suprema Corte derrubar as tarifas baseadas na IEEPA e a expiração da sobretaxa da Seção 122, a política tarifária passou a ser regida pelas ações das Seções 301 e 232, que não necessitam de votação no Congresso. Assim, as tarifas continuarão a ser majoritariamente uma decisão do poder executivo, independentemente do resultado eleitoral. O que muda é a supervisão: um Congresso controlado pelo partido do presidente tem menos probabilidade de limitar a autoridade tarifária, enquanto um Congresso dividido pode trazer audiências e pressão por isenções tarifárias, aumentando a incerteza para os importadores.
O segundo tópico é o financiamento de rodovias. A autorização para infraestrutura e transporte do Bipartisan Infrastructure Investment and Jobs Act, que expiraria em 30 de setembro, recebeu uma extensão temporária que vai até 11 de dezembro. O próximo projeto de lei de longo prazo será elaborado pelo Congresso que se formará após as eleições. Isso significa que os 3PLs devem estar atentos ao que está por vir, pois as decisões sobre financiamento de infraestrutura e manutenção de rodovias são cruciais para a operação logística no país. A incerteza política pode afetar o planejamento e a execução das operações logísticas, exigindo que os provedores de logística se adaptem rapidamente a novas realidades.
Resumo baseado em notícia publicada originalmente por Supply Chain Quarterly.
Ler matéria original em Supply Chain Quarterly →#logística#3PL#política comercial#eleições#financiamento de infraestrutura
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