Dragagem no Rio Grande do Sul avança com 65% do plano de recuperação de navegabilidade
O plano de recuperação da navegabilidade no Rio Grande do Sul avança com ritmo acelerado, com 65% dos sedimentos já removidos.
01 de julho de 2026, 20:19·Brasil

O plano de recuperação da navegabilidade no Rio Grande do Sul está progredindo rapidamente, com 65% dos 20 milhões de metros cúbicos de sedimentos previstos já removidos de 22 canais estratégicos. Este esforço é fundamental para restabelecer o calado padrão, garantindo a eficiência logística e a segurança da navegação na região. O calado operacional no Porto do Rio Grande varia entre 9,45 e 14,20 metros, dependendo do berço de atracação, enquanto na hidrovia interior, que conecta a Lagoa dos Patos ao Rio Jacuí, o calado é de 5,18 metros.
As operações de dragagem, coordenadas pela Portos RS, estão em andamento em várias frentes. Atualmente, quatro equipamentos estão ativos em locais estratégicos, como o Canal Externo do Porto do Rio Grande e o Canal do Junco, que começou suas operações recentemente. A conclusão de contratos importantes nos canais de Itapuã, São Gonçalo, Leitão, Pedras Brancas e Furadinho já resultou na remoção de mais de 2 milhões de metros cúbicos de sedimentos. No Porto do Rio Grande, as obras de dragagem já atingiram 63% de avanço, com previsão de finalização para dezembro deste ano.
À medida que algumas obras se aproximam do término, o projeto entra em uma fase decisiva com o “Lote 7”, que abrange áreas estratégicas dos rios Gravataí e Sinos. Este trecho ainda está em fase de elaboração de projetos técnicos, e a expectativa da Portos RS é concluir as licitações e iniciar a dragagem efetiva na região até 2026. O investimento total estimado para o projeto é de R$ 691 milhões, com R$ 390 milhões já liquidados e pagos até o momento. Além disso, a autarquia mantém um orçamento anual entre R$ 110 milhões e R$ 120 milhões para manutenção preventiva, visando evitar o reassoreamento dos canais.
Outro ponto importante a ser observado são as novas portarias da Fepam, que autorizam o aproveitamento comercial da areia retirada dos canais. Essa medida pode potencialmente aumentar a eficiência das dragagens e reduzir custos públicos. No entanto, a Portos RS destaca que, até agora, não há parcerias firmadas com a iniciativa privada. O foco imediato permanece na navegabilidade, mas a mineração pode se tornar uma alternativa futura em trechos onde a dragagem já foi realizada.
Resumo baseado em notícia publicada originalmente por Revista Modal.
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