Da Propriedade ao Parceria Estratégica: Como a Gestão de Ativos Baseada em Dados Está Redefinindo a Logística
Como a gestão de ativos baseada em dados está redefinindo a logística? Petrina Austin, do Tritax Group, discute a transformação das cadeias de suprimentos.
05 de agosto de 2026, 13:49·Reino Unido

Nos últimos meses, as cadeias de suprimentos globais têm enfrentado desafios sem precedentes, impulsionados por uma combinação de globalização e a crescente influência da geopolítica. Nesse cenário, a gestão de ativos logísticos, especialmente no que diz respeito a armazéns e centros de distribuição, ganhou um novo significado. Petrina Austin, sócia e responsável pela gestão de ativos do Tritax Group, destaca que a era da gestão tradicional de propriedades está se transformando em uma abordagem mais colaborativa e estratégica.
A mudança de paradigma ocorre em um contexto onde a eficiência operacional e a capacidade de adaptação são essenciais. As empresas estão se afastando do modelo tradicional de locação de espaços, onde o proprietário do imóvel apenas fornece o espaço físico, para um modelo onde o proprietário se torna um parceiro estratégico. Essa parceria permite que as empresas logísticas aproveitem dados e análises para otimizar suas operações, melhorar a gestão de estoques e aumentar a eficiência na movimentação de mercadorias.
A gestão de ativos baseada em dados não apenas melhora a visibilidade das operações logísticas, mas também permite uma melhor previsão de demanda e uma resposta mais ágil às mudanças do mercado. À medida que as empresas enfrentam incertezas geopolíticas, como guerras comerciais e mudanças nas regulamentações, a capacidade de adaptar rapidamente suas operações logísticas se torna um diferencial competitivo. Os armazéns, portanto, não são mais vistos apenas como locais de armazenamento, mas como centros estratégicos que podem influenciar diretamente a eficiência da cadeia de suprimentos.
Além disso, a tecnologia desempenha um papel fundamental nessa transformação. Ferramentas de análise de dados e inteligência artificial estão sendo cada vez mais utilizadas para monitorar e otimizar operações, permitindo que os gestores tomem decisões informadas baseadas em dados em tempo real. Essa abordagem não só melhora a eficiência, mas também pode contribuir para práticas mais sustentáveis, reduzindo desperdícios e melhorando a utilização de recursos.
O futuro da logística parece promissor, com a promessa de que a colaboração entre proprietários de imóveis e operadores logísticos se tornará cada vez mais forte. À medida que as empresas reconhecem a importância de uma gestão de ativos proativa e baseada em dados, espera-se que essa tendência se amplie, levando a um setor logístico mais ágil e resiliente. Portanto, a transição de um modelo de locação tradicional para um de parceria estratégica não é apenas uma mudança de terminologia, mas uma evolução necessária para enfrentar os desafios contemporâneos das cadeias de suprimentos.
Resumo baseado em notícia publicada originalmente por Logistics Business.
Ler matéria original em Logistics Business →#logística#Cadeia de Suprimentos#Armazenagem#geopolítica#Gestão de Ativos
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