Custos de embarcadores atingem maior nível em cinco anos à medida que demanda por frete estagna
U.S. shippers continue to pay more to move freight even as shipment volumes remain largely unchanged, according to the latest U.S. Bank Freight Payment Index.
30 de outubro de 2026, 16:20·Estados Unidos

Os embarcadores nos Estados Unidos estão enfrentando um aumento significativo nos custos de transporte de cargas, mesmo com volumes de envio que permanecem praticamente inalterados. De acordo com o mais recente Índice de Pagamento de Frete do U.S. Bank, os gastos dos embarcadores no terceiro trimestre subiram 32,1% em relação ao ano anterior, marcando o maior aumento anual desde 2021. Esse aumento é atribuído principalmente à capacidade reduzida dos transportadores e ao preço do diesel, que ultrapassou US$ 6,50 por galão em nível nacional.
Embora os volumes de envio tenham mostrado um leve crescimento tanto em comparação ao trimestre anterior quanto ao mesmo período do ano passado, com aumentos de 0,4% e 0,5% respectivamente, esses ganhos são considerados modestos. Bob Costello, economista-chefe da American Trucking Associations, destaca que a situação atual é notável, pois os gastos estão aumentando muito mais rapidamente do que os volumes de frete. A demanda por frete continua desigual, mas as empresas estão enfrentando uma capacidade de caminhões mais restrita, custos de combustível elevados e um poder de precificação mais forte por parte dos transportadores. Como resultado, os embarcadores estão gastando substancialmente mais para mover essencialmente a mesma quantidade de carga.
Os dados também revelam que os resultados regionais destacam um mercado dividido. Enquanto os envios aumentaram no Sudeste, Sul e Nordeste, houve uma queda no Oeste e no Meio-Oeste. O Sudeste registrou o maior ganho de envios em relação ao trimestre anterior, com um aumento de 4,7%, enquanto o Oeste enfrentou a maior queda, de 3,1%. Em comparação com o ano anterior, o Nordeste liderou o crescimento dos envios com 2,8%.
Os gastos aumentaram em todas as regiões, tanto em comparação sequencial quanto ano a ano. Os ganhos trimestrais variaram de 0,6% no Meio-Oeste a 9% no Sudeste. O Sul apresentou o maior aumento anual, de 51,6%, refletindo uma capacidade especialmente apertada, uma vez que ações de fiscalização reduziram a disponibilidade de motoristas para cargas domésticas. O Oeste também enfrentou pressão excessiva dos preços dos combustíveis, com o diesel na Califórnia atingindo US$ 8,25 por galão no final de setembro.
Bobby Holland, diretor de análises de negócios de frete do U.S. Bank, observa que as condições de frete variam por região, mas a pressão de custos é generalizada. Mesmo onde os volumes estão estáveis ou em declínio, a capacidade restrita e os altos custos operacionais estão impulsionando os gastos para cima. Essa situação levanta preocupações sobre a sustentabilidade e a eficiência do setor de transporte, especialmente em um cenário econômico em que a inflação e os custos operacionais estão em alta. Com a expectativa de que a demanda por frete continue a ser irregular, os embarcadores devem se adaptar a um ambiente de custos crescentes e buscar maneiras de otimizar suas operações para mitigar esses impactos.
Resumo baseado em notícia publicada originalmente por DC Velocity.
Ler matéria original em DC Velocity →#logística#demanda de carga#preços de diesel#transportes#Custos de Frete
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