Custo de operação de caminhões atinge recorde em 2025, segundo ATRI
O custo de operar um caminhão subiu em 2025, atingindo um recorde histórico, segundo o ATRI. O aumento foi de 3,4% em relação ao ano anterior.
16 de julho de 2026, 16:59·Estados Unidos

Em 2025, o custo de operação de caminhões nos Estados Unidos alcançou um patamar histórico, conforme relatado pelo American Transportation Research Institute (ATRI) em seu relatório anual intitulado “2026 Análise dos Custos Operacionais do Transporte Rodoviário”. O custo médio de operação por milha subiu para US$ 2,336, representando um aumento de 3,4% em relação ao ano anterior. Este aumento não é apenas um reflexo do aumento dos preços dos combustíveis, mas também de uma série de outros fatores que impactaram a indústria de transporte rodoviário.
Os dados revelam que, ao excluir os preços dos combustíveis, o custo de operação por milha subiu ainda mais, atingindo US$ 1,854, um aumento de 4,2%. Os principais aumentos foram observados em itens como pedágios (13,2%), reparos e manutenção (8,6%), benefícios para motoristas (6,6%) e pneus (6,4%). Esses números indicam um cenário desafiador para as transportadoras, que enfrentam a pressão de custos crescentes em um ambiente de tarifas estagnadas.
Diante desse cenário, as transportadoras implementaram a maior redução na capacidade de frete desde o início da recessão do setor em 2022, diminuindo o número de caminhões em 2,4% e deixando cerca de 10% dos caminhões sem carga em média. Essa estratégia de contenção foi uma resposta necessária à pressão financeira, mas também teve consequências operacionais significativas. O aumento da idade média dos caminhões e da quilometragem anual, juntamente com o aumento da quilometragem sem carga, refletem a luta contínua da indústria para se adaptar a um mercado em desaceleração.
Além disso, o relatório do ATRI aponta que, apesar das medidas de austeridade adotadas, a lucratividade das transportadoras continuou a ser insatisfatória. As margens operacionais nos setores de carga geral e refrigerada melhoraram ligeiramente, mas ainda estavam abaixo de 1,0%. Por outro lado, as transportadoras de tanques apresentaram uma média de 4,0%. Apenas as transportadoras de carga fracionada (LTL) e aquelas com mais de 1.000 caminhões conseguiram manter margens saudáveis, embora estagnadas em relação ao ano anterior. Em contraste, as transportadoras de carga plana enfrentaram uma perda operacional média de -0,5%, evidenciando a dificuldade enfrentada por diversos segmentos do setor.
O panorama para o transporte rodoviário em 2025 é de desafios contínuos, com as transportadoras precisando encontrar formas de otimizar suas operações e controlar custos em um ambiente econômico incerto. A recuperação da lucratividade e a adaptação às novas realidades do mercado serão cruciais para a sustentabilidade a longo prazo do setor. As transportadoras terão que considerar inovações tecnológicas e melhorias operacionais para navegar por esses tempos difíceis e garantir sua competitividade no futuro.
Resumo baseado em notícia publicada originalmente por DC Velocity.
Ler matéria original em DC Velocity →#Transporte Rodoviário#Logística#Caminhões#custos operacionais#ATRI
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