Conflito entre importadores e fabricantes de pneus sobre logística reversa
Entidade afirma que mais de 12 milhões de pneus por ano ficam fora das metas obrigatórias de recolhimento
08 de julho de 2026, 14:11·Brasil

A questão da logística reversa de pneus no Brasil tem gerado um intenso debate entre importadores e fabricantes. De acordo com uma entidade do setor, mais de 12 milhões de pneus são deixados de ser recolhidos anualmente, o que representa um grande desafio para a gestão de resíduos e a sustentabilidade ambiental. Este cenário levanta preocupações não apenas sobre a responsabilidade dos fabricantes, mas também sobre as obrigações dos importadores em relação ao descarte adequado dos produtos.
A logística reversa, que visa a devolução de produtos ao ciclo produtivo ou ao descarte correto, é uma exigência legal no Brasil, especialmente para produtos que apresentam riscos ao meio ambiente, como é o caso dos pneus. Os fabricantes, por sua vez, argumentam que a responsabilidade pelo recolhimento deve ser compartilhada com os importadores, que também colocam pneus no mercado. Essa disputa se intensifica à medida que as metas de recolhimento se tornam mais rigorosas e a fiscalização mais presente.
Os fabricantes defendem que a falta de uma estrutura adequada para o recolhimento e a reciclagem dos pneus é um dos principais obstáculos para o cumprimento das metas. Eles apontam que, sem um sistema eficiente e coordenado, é difícil atingir os números exigidos pela legislação. Por outro lado, os importadores alegam que já estão contribuindo com o sistema e que as responsabilidades não podem ser apenas atribuídas a eles.
Além disso, o debate sobre a logística reversa de pneus também se insere em um contexto mais amplo de sustentabilidade e responsabilidade ambiental. Com a crescente pressão por práticas mais verdes e a necessidade de reduzir a quantidade de resíduos, a forma como os pneus são geridos ao final de sua vida útil se torna cada vez mais relevante. A falta de ações efetivas pode resultar em penalizações para as empresas, além de comprometer a imagem do setor perante a sociedade.
A expectativa é que, com a aproximação das datas de cumprimento das metas, as partes envolvidas se reúnam para discutir soluções que atendam às exigências legais e que sejam viáveis para todos os envolvidos. A criação de um sistema de logística reversa mais eficiente e colaborativo pode ser a chave para resolver essa disputa e garantir que os pneus sejam adequadamente recolhidos e reciclados, contribuindo assim para a sustentabilidade do setor.
Resumo baseado em notícia publicada originalmente por Transporte Moderno.
Ler matéria original em Transporte Moderno →#sustentabilidade#Logística Reversa#pneus#importadores#fabricantes
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