CNT propõe agenda para destravar hidrovias e aumentar participação do modal
Estudo identifica entraves regulatórios e de governança e apresenta propostas para ampliar investimentos e tornar a navegação interior mais competitiva até 2046.
07 de julho de 2026, 15:29·Brasil

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) apresentou um estudo que busca identificar e solucionar os entraves regulatórios e de governança que dificultam o desenvolvimento das hidrovias no Brasil. Com o objetivo de ampliar a participação desse modal na matriz de transporte nacional, o documento traz propostas concretas para aumentar os investimentos e tornar a navegação interior mais competitiva até o ano de 2046.
O estudo da CNT destaca que, apesar do potencial das hidrovias brasileiras, que podem oferecer uma alternativa viável e sustentável ao transporte rodoviário, ainda existem barreiras que precisam ser superadas. Entre os principais entraves, estão a falta de infraestrutura adequada, a burocracia excessiva e a necessidade de um marco regulatório mais claro e eficiente. Essas questões não apenas limitam o crescimento do setor, mas também impactam negativamente a competitividade das empresas que dependem do transporte de cargas.
Para endereçar esses desafios, a CNT sugere uma série de ações que incluem a modernização da legislação relacionada ao transporte aquaviário, a criação de incentivos para investimentos em infraestrutura e a promoção de parcerias público-privadas (PPPs) que possam viabilizar projetos de dragagem, construção de terminais e manutenção das vias navegáveis. Além disso, a confederação ressalta a importância de um planejamento integrado que considere as hidrovias como parte de uma rede multimodal de transporte, facilitando a interconexão com outros modais, como o rodoviário e ferroviário.
Outro ponto abordado no estudo é a necessidade de capacitação e formação de mão de obra especializada para atuar no setor de transporte aquaviário. A CNT acredita que, com a formação adequada, será possível aumentar a eficiência operacional e a segurança nas operações, fatores que são cruciais para atrair novos investimentos e aumentar a confiança dos usuários no modal.
A perspectiva é que, com a implementação das propostas apresentadas, o Brasil possa não apenas aumentar a participação das hidrovias na matriz de transporte, mas também contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa, uma vez que o transporte aquaviário é considerado uma alternativa mais sustentável em comparação ao transporte rodoviário. A CNT projeta que, se as ações forem efetivamente implementadas, o modal hidroviário poderá se tornar uma opção viável e competitiva para o transporte de cargas, promovendo um desenvolvimento econômico mais equilibrado e sustentável.
Nos próximos passos, a CNT planeja dialogar com os órgãos governamentais e as partes interessadas para discutir a viabilidade das propostas apresentadas e buscar um compromisso conjunto para a implementação das mudanças necessárias. O sucesso dessa agenda dependerá da colaboração entre o setor público e privado, bem como do engajamento da sociedade civil para que as hidrovias brasileiras possam realmente se tornar um pilar do transporte nacional.
Resumo baseado em notícia publicada originalmente por Transporte Moderno.
Ler matéria original em Transporte Moderno →#sustentabilidade#CNT#investimentos#hidrovias#transporte aquaviário
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