A Alfândega encontra 150 quilos de cocaína entre peixes vivos
A Alfândega de Schiphol interceptou 150 quilos de cocaína em uma remessa de peixes vivos do Brasil, destacando os desafios do tráfico internacional.
06 de julho de 2026, 16:15·Holanda

Recentemente, a Alfândega de Schiphol, na Holanda, fez uma apreensão significativa ao interceptar cerca de 150 quilos de cocaína escondidos em uma remessa de peixes tropicais vivos provenientes do Brasil. Este incidente destaca não apenas os desafios enfrentados pelas autoridades na luta contra o tráfico de drogas, mas também a complexidade das operações logísticas internacionais, onde mercadorias legítimas podem ser utilizadas como fachada para o contrabando de substâncias ilegais.
A operação ocorreu durante uma rotina de fiscalização de carga no aeroporto, que é um dos principais pontos de entrada de mercadorias na Europa. A descoberta da droga foi feita após os agentes da Alfândega realizarem uma inspeção detalhada na carga, que, à primeira vista, parecia ser uma remessa comum de peixes. No entanto, a análise minuciosa revelou a presença da cocaína, que estava oculta entre os animais vivos, uma tática frequentemente utilizada por traficantes para tentar evitar a detecção.
Esse tipo de contrabando representa um desafio significativo para as autoridades alfandegárias, que precisam constantemente aprimorar suas técnicas de inspeção e rastreamento. A utilização de tecnologia avançada, como scanners de raios-X e inteligência artificial, tem se mostrado essencial para identificar atividades suspeitas em remessas internacionais. Além disso, a colaboração entre países é fundamental para desmantelar redes de tráfico que operam em múltiplas jurisdições.
A apreensão de cocaína em meio a uma carga legítima de peixes tropicais também levanta questões sobre a segurança e a regulamentação do comércio de vida marinha. Com o aumento da demanda por peixes exóticos no mercado internacional, a fiscalização se torna ainda mais crítica para garantir que a indústria não seja utilizada como cobertura para atividades ilegais.
Os próximos passos incluem investigações mais profundas para identificar os responsáveis pela remessa e possíveis conexões com outras operações de tráfico. A Alfândega de Schiphol, em conjunto com as autoridades brasileiras, deve trabalhar para rastrear a origem da carga e desmantelar a rede criminosa. Além disso, é provável que haja um aumento nas medidas de segurança e fiscalização em outros pontos de entrada, visando prevenir futuras tentativas de contrabando.
Este incidente serve como um alerta sobre a necessidade de vigilância constante nas cadeias de suprimentos globais e a importância de estratégias eficazes de combate ao tráfico de drogas, que continuam a evoluir em resposta às táticas dos criminosos.
Resumo baseado em notícia publicada originalmente por Logistiek.nl.
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